Ao fazer uma pesquisa para este problema o que encontrei foi
o contrário, ou seja, um conjunto de artigos e textos sobre como controlar as
crianças nas redes sociais. Mas o que me interessa é o contrário, isto é, de
que forma impedimos os nossos filhos – principalmente os teenagers – de espiarem
as nossas actividades online. E sim eles espiam, tudo até ao mais ínfimo pormenor.
Não há aqui nada de subversivo ou de tentativa de esconder
algo, há sim o dever de protecção por parte dos adultos.
Nós, enquanto, adultos distinguimos com maior ou menor
dificuldade uma amizade de uma pessoa conhecida ou até de um interesse
romântico, um adolescente, não. Esta fase de formação em que há uma atenção
maior ao mundo fora de casa pode trazer curiosidade para saber o que o Pai, a
Mãe o Tio, a Tia, etc estão a publicar nas redes sociais.
Se em sítios como o Facebook, nós adultos controlámos a quem
nos ligar, noutras redes como o Twitter ou o Instagram tal não é verdade. A
regra nestas redes é que tudo é publico, tudo pode ser mostrado e tudo pode ser
dito.
Aqui começa o problema. Para uma adolescente de 14 ou 15
anos saber que o Pai fala com outras pessoas, nomeadamente mulheres, que não a
Mãe pode ser traumático quer pelo contexto da conversa – da qual só se é
responsável por metade – quer pela própria forma como os adultos falam entre
si.
Mas pode ser pior, no instagram, a Mãe pode seguir aquele
modelo que acha graça e que publica fotos mais ou menos ousadas. Nada de mal,
dizem os adultos. Mas para uma adolescente perceber que a Mãe gosta de olhar
para outros homens pode ser traumático.
Em conclusão, sempre que não se sentirem bem com a presença
de um adolescente nas vossas redes sociais, pura e simplesmente, bloqueiem-nos.
Este bloqueio não é para os adultos é para preservar as crianças e os
adolescentes de uma realidade sobre as relações humanas que existe apenas no mundo dos adultos a qual eles ainda não têm capacidade de compreender.
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